segunda-feira, outubro 23, 2017

Leão vai com emoção até o fim

A disputa pelo título não está lá aquela emoção toda, mas a briga pela permanência na Série A está quente. E o Avaí conseguiu subir a temperatura ao vencer a Ponte Preta por 2 a 1, em Campinas. Um resultado pouco provável pela má sequência, mas que foi construído pelas mudanças de Claudinei Oliveira.

Marquinhos como titular, Romulo de volta ao time e João Paulo botando o até então intocável Capa no banco, e jogando mais do que o torcedor mais pessimista podeira imaginar. Depois de muito tempo a jogada do lateral na área funcionou com Leandro Silva - e tem que ser mais explorada. Diferente de outros times, que apostam no maldito escanteio curto e botam na área só os lançamentos da lateral, o Avaí acredita, e eu também, que ter a bola direto na área aumenta a chance de criar uma jogada de gol.

Estar fora do Z-4 é uma benção, mas a luta está longe do fim e o torcedor azurra vai ter emoção até a última rodada - sinceramente, espero que o Leão consiga se libertar antes disso -, e apoiar o time é fundamental. Os resultados em casa não estão vindo? Não, é realidade. E contra o misto do Grêmio, domingo, o time azurra terá a oportunidade de firmar passo fora da zona e acalmar um pouco o coração do torcedor, já que emoção não faltará.

sábado, outubro 21, 2017

Figueirense: ponto fora de casa para lamentar

Uma vitória na mão, a primeira no returno fora de casa, e três pontos para passar a rodada fora do Z-4 e ver o bolo aumentar. Mas no último minuto, tal qual o Avaí, o Figueirense sofreu o empate do Ceará e o ponto somado no 2 a 2 não dá pra comemorar, até porque o time pode voltar para a zona de rebaixamento se o Luverdense ganhar neste sábado.

Dudu Vieira, de início promissor e merecedor de alguns elogios acima da média logo na sua chegada, principalmente de quem via os treinos, reapareceu e fez os dois gols do Figueira. Méritos de Milton Cruz, que ao que parece conseguiu resgatar um bom jogador. Gol no início da partida e no fim da etapa final.

Mas aos 49 minutos, dentro do tempo estipulado pelo árbitro, Pio cobrou uma falta de longe, com apenas dois jogadores na barreira, e o goleiro Saulo pulou apenas para sair na foto. Um erro técnico, seja no posicionamento do arqueiro, na montagem da barreira e ideia de que poderia ir um chuveirinho na área. Resultado: gol de empate e apenas um ponto.

É um empate doloroso, mas mostra que o Figueirense, quando joga para lutar, pode surpreender e tem total capacidade de alcançar o principal objetivo do momento: permanecer na Série B.

quarta-feira, outubro 18, 2017

Mais minutos para Marquinhos e um minuto de cera

O Avaí teve no empate com o Botafogo por 1 a 1 nesta quarta, na Ressacada, um péssimo resultado. O time vencia até os 49 minutos, tempo que a equipe, gandula ou outro funcionário, segurou a bola para a cobrança de uma falta a favor do clube. Nessa demora o árbitro deu um minuto a mais. E esse acréscimo de 60 segundos resultou no gol de Marcos Vinicius, aos 50 minutos, jogando no lixo uma baita vitória.

O Leão foi castigado pela "tradição" de fazer cera no final das partidas, também por um erro técnico de Leandro Silva, que escorregou ao tirar a bola e acabou cedendo o escanteio derradeiro ao time carioca. Aos invés de três, o Avaí somou um mísero ponto. Sabor de derrota.

M10

Desta vez Claudinei Oliveira não demorou a mexer, no intervalo veio com Marquinhos no lugar de Joel. M10 entrou e o jogo literalmente mudou para melhor. Foram três chances, uma com ele cabeceando e usando a experiência para ficar livre de marcação. A bola do pênalti, convertido pelo próprio Galego, surgiu por Rodrigo Pimpão botar a mão na bola que iria justamente para Marquinhos.

O M10 não corre como antes, mas fez a diferença. Deu passe, organizou o time e, principalmente, fez a equipe do Botafogo sofrer perigo. Joel tem sido nulo nos jogos, foi assim mais uma vez, e Marquinhos, com toda idolatria que carrega, tem mais bola que o camaronês para fazer a diferença nos jogos.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Biquinho confirma a falta de vitórias do Avaí


De nove pontos disputados, sendo seis em casa, o Avaí não somou nenhum. Após perder para Atlético-GO e Vasco na Ressacada, neste domingo o Leão foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0. Foram três reveses para três adversários diretos na luta para evitar o rebaixamento.

O Avaí não está rebaixado, mas a falta de resultado leva a crer que permanecer fica a cada rodada mais difícil, mostrando que a razão deve levar o time para a Série B. Porém, os biquinhos que o Leão deu nos grandes, só contra eles, podem fazer o time somar os pontos pra ficar. Mas é preciso fazer alguma coisa para mudar a situação, bicar também os rivais diretos. Claudinei Oliveira tem a gestão do grupo, joga limpo e tem o vestiário. Mas, ao meu ver, peca por esperar demais pela resposta de quem não vem rendendo.

Luanzinho como titular é a maior ousadia dele no campeonato, pode-se dizer. E é pouco. O elenco não é dos maiores, muito menos qualificado, mas é possível buscar alguma solução. Das 12 vezes que o time saiu atrás do adversário na Série A não venceu nenhuma vez. Falta poder de reação, essa virada com as cartas que tem para buscar algo. Propor o jogo, termo da moda no futebol, não é o que o time faz. Porém, deveria saber pra usar quando precisasse. E o Avaí precisa ganhar, virar jogos e se manter na elite. Mas só com força defensiva e um ataque "arame liso", como diz o Mauro Cezar Pereira ao citar o Flamengo, que tem Guerrero e tudo, não deixa ninguém na elite.

Crédito de foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

domingo, outubro 15, 2017

CEO caô no Figueirense

Nada deveria ser mais importante que o gol de Zé Love, a volta de Jorge Henrique e a vitória por 2 a 1 do Figueirense em cima do Santa Cruz, neste sábado, no Orlando Scarpelli. Nem mais importante que o fato de sair da zona de rebaixamento. Mas não foi assim.

No momento em que ninguém sequer suspeitava de algo, e de forma ainda pouco esclarecida - já que "problemas pessoais" nos levam a imaginar uma gama imensa de opções -, o CEO do Figueirense, Alex Bourgeois, pediu afastamento temporário do cargo. Temporário eterno ou até esses dias aí? O bom repórter Kadu Reis levantou que teria interferência no trabalho da comissão técnica e uma rusga com os outros investidores.

Mas se sabe, e isso ficou muito claro, que o CEO, termo que Alex Bourgeois amava ostentar, gostava, e não era pouco, de ser o linha de frente. De falar para ser ouvido, visto e adorado pelo jeito popular de gerir o clube - eu gosto muito mais desse tipo Bourgeoislesco do que o empregado na gestão do Wilfredo Brillinger, por exemplo.

No momento que o time mostra alguma coisa, precisa ter a casa arrumada para evitar um vexame, o CEO dá esse CAÔ é sai da linha de frente. Em dois meses o Figueira não sofreu uma revolução, mas tem um projeto que tem tudo para dar certo. Vamos ver como o clube, dentro e fora de campo, principalmente, vai reagir.

quinta-feira, outubro 12, 2017

Avaí 1 x 2 Vasco: derrota no momento errado


Perder para o Vasco, em tese, não é nenhum demérito. Mas perder para o Vasco, que luta contra o rebaixamento e é um rival direto, não pode ser considerado normal. O Avaí sucumbiu mais uma vez na Ressacada, levou 2 a 1, e vai sucumbindo na luta pela permanência na Série A.

É assustadora a campanha do Avaí em casa. De 14 jogos, venceu apenas três (Sport, Vitória e Cruzeiro), empatou sete partidas (Vitória, Flamengo, Ponte Preta, Corinthians, Santos, São Paulo e Atlético-MG) e perdeu quatro (Fluminense, Coritiba, Atlético-GO e Vasco).

De 42 pontos disputados na Ressacada, o Avaí somou 16 — praticamente a metade do que tem hoje (30 pontos na tabela). A derrota para o Vasco vem no momento errado, por ver um rival abrir vantagem na tabela, e para confirmar que dentro de casa o Leão não está conseguindo mostrar quem é que manda.

Crédito de foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br