quinta-feira, 11 de março de 2010

Brusque será rebaixado no Catarinense 2010


Rebaixamento do Bruscão leva em conta a opinião dos leitores do blog na enquete.

Dos 28 participantes, 17 votaram no Brusque como companheiro do Juventus na Segunda Divisão do Catarinense. A Chapecoense ficou em segundo, com oito votos, e o Tigre com apenas três votos.

Tirando o Juventus, que lamentavelmente não tem mais chances futebolísticas de escapar, o investimento feito pela diretoria do Brusque, principalmente com Viola, parece ter sido errado. O clube teve grande exposição na mídia, mas dentro de campo, que é onde vale mesmo, o time se escondeu das vitórias.

O Brusque está em ante-penúltimo na classificação geral, com 12 pontos, mas na frente da Chapecoense, com nove pontos e uma campanha vergonhosa, e do Juventus, que somou dois pontos até agora.

A briga pela segunda vaga dos rebaixados será boa. O Criciúma, ao que parece, deve escapar com certa facilidade dessa briga. Já Verdão e Bruscão farão um duelo bom contra o descenso.

Post atualizado às 20h30 - Valeu Rodrigo Santos

quarta-feira, 10 de março de 2010

Boleiros da Bola - Jogo 39

Incrível. Desde o início das atividades do Boleiros da Bola em 2010 foi a primeira partida em que o astro rei, o Sol, não apareceu. O jogo debaixo de chuva, no último sábado, dia 6, pode exaltar as qualidades técnicas e físicas dos craques da cerveja gelada após o jogo.

Depois do confronto entre Iélous e Rédis, voltamos com o tradicional clássico entre Bluus and Rédis. Os azuis celestiais, comandados pela mais nova estrela do Boleiros - já saberão quem é - venceram por 16 a 11. Fato negativo para mais uma vez a ausência de dois goleiros decentes (Bando e Fernando Evangelista).

Gol de Placa


Marcelinho Carioca já recebeu uma placa pelo seu gol na Vila Belmiro, assim como Neymar ganhou uma em Santo André. O jogador que merece uma placa de ouro cravejada de diamantes no Playball chama-se Dolier Grogba!

Paulinho Scarduelli, goleiro-médio-atacanta dos Bluus, em uma jogada defensiva, acabou deixando o pobre back falador Daniel Vicente no chão. O lance seguiu com um passe milimétrico aos pés do ex-Maestro, agora Grogba.

Bola dominada, carícias trocadas entre os dois, foi o momento de virar para o gol e observar, na velocidade da luz de velas, a jogada que poderia ser feita. Um passe lateral, um chute ou um drible. Gênios, numa fração de segundos, decidem em pentelhésimos de frações de segundo.

Corpo virado eretamente para Meca. Bola, ou melhor, a Querida dominada como Tião fazia com o Touro Bandido. O zagueiro Andreis Perone, que não ri nem sob tortura, veio fazer a marcação ao atacante Grogba. Esqueceu-se, talvez não leu no relatório da preleção, que os atacantes da Costa do Ivori são grandes dribladores. Dito e feito.

A velocidade do zagueiro foi imensamente contrária à da bola. O zagueiro veio rápido, mas a pela foi manda, com um leve sopro do dedão por baixo das canetas Bic do defensor. Ali, naquele momento, estava decretada a sentença que vocês saberão a seguir.

Contendo a risada, mas já com a sensação de dever cumprido, Grogba desferiu, sempre com carinho, um potente chute de direita, desses que só se vê em DVD de jogador, na forquilha do goleiro Renan - o único que já foi goleiro na vida. Gol. Corrida para a galera e Cristiano Padilha, aos prantos por ter presenciado tal pintura, ofereceu o joelho para passar o pano na chuteira número 42 do pé direito de Dolier Grogba.

Retornos

O retorno mais marcante foi do bom velhinho Gonzalo Lombardo. Afastados dos campos desde agosto ou setembro por um problema no joelho. Em conversa com os jornalistas, antes do jogo, disse estar pronto para um retorno triunfal. E foi.

Aos 41 minutos de jogo, já com os Bluus dominando o placar, a bola sobrou no meio do gramado. O goleiro, mais uma vez Daniel Vicente, estava adiantado. A experiência, aliada ao instinto matador, fez com que chutasse sem medo de errar. E não errou. Um belo gol, longe de ser comparado com o de Grogba, mas foi bonito.

Outro que voltou para ficar foi o nosso misto de matemático, aí com a alcunha de Felizão Garcia Passos, mas que no jogo denomina-se, veja só, como DieGOL (até a sobrinha dele, tadinha, já o chama assim).

Converteu, incrivelmente, um pênalti contra. Estava jogando pelos Rédis, quando João, acho, derrubou Edu Marangon na área. Como sempre pede para bater, DieGOL foi para a cobrança, e de canhota. Acabou fazendo o gol, contra, e ainda saiu para comemorar.

Ficha Técnica e Notas do Jogo

Os Bluus (16)

Little Paul Scarduelli (7,02 - mais pelo passe aos Grogba)
Jorge Dolier Grogba (7,68 - merecia 10, genial, bestial)
Cleber Jadílson Bertoncello (6,78 - não acertou um chute)
Diego da Madruga (6,66 - perdeu um gol incrível)
Gonzalo Lombardo (7,24 - voltou a velha forma)
Cristiano Padilha (7,15 - formou a tríade das tabelas com Grogba e João)
João Sem Apelido (6,91 - ninguém estreia com mais de 7)

Os Rédis (11)

DieGOL (6,59 - fez dois gols, defendeu bem, mas é o DieGOL)
Daniel Gamarra Vicente (6,71 - uma baba para os atacantes)
Andreis Perone (6,78 - teve a honra de ser driblado por Grogba)
Renan Kerito Koerich (6,69 - Tá na posição errada)
Ricardo Imperador (6,86 - tentou, mas uma andorinha só, ainda que fala muito...)
Serjão Animal (6,41 - segurou o time, para o bem dos Rédis)
Edu Marangon (7 - jogou à parmeggiana)

Cervejas: seis, sete ou cinco.
Pingo D'Ouro: pelo menos três para reidratar.
Horário de Saída: 14h58min.

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma saída nada à francesa da FPSA do Figueirense


Pode ter sido o último ato da Figueirense Participações no comando da gestão de futebol do clube a venda de seis jogadores formados no clube. A saída da FPSA está marcada para o dia 21 de março, mas antes, no que o Castiel explica ser um golpe, repassou ao Tombense, de Minas Gerais, seis jogadores formados no clube por R$ 4 milhões. Módicas quatro migalhas de moedas.

Uma saída nada a francesa e que deixa para o torcedor uma lembrança negativa da sua passagem no comando do futebol do clube. Títulos, acesso, jogadores conhecidos, tudo isso vira secundário na memória do torcedor. Serão, acho que até infelizmente, lembrados como aqueles que venderam o futuro para não sair no prejuízo (mesmo que tenha sido, ou não, para deixar dinheiro no clube).

A explicação dessa situação, uma bomba que estourou na noite de ontem, foi dada hoje pelo Carlos Aragão, vice-presidente do Figueirense Futebol Clube.

Os jogadores que "valem" quatro milhões

Alexandre (ZAG): Novo, atuou pouco até agora. Valor de Mercado R$ 200 mil

Bruno Perone (ZAG): Já está no Mirassol. Não é de todo ruim e tem um valor que nenhum dos outros atletas possui, já que possui o passaporte europeu. Valor de Mercado R$ 1 milhão (forçando a barra)

Lucas (LAT): O melhor entre todos os atletas vendidos ao Tombense. Mais maduro, evolui a cada jogo. Precisa lapidar os cruzamentos e as finalizações. Só ele valeria R$ 3 milhões

Renê (VOL): Volante da base, começando a aparecer no time principal. Valor de Mercado R$ 500 mil

Roberto Firmino (MEI): A nova joia do Figueirense. Tem tudo para se firmar como titular. Já teve sondagem do Olympique de Marselha. Valor de Mercado R$ 2,5 milhões

Talhetti (MEI): Destaque do time Campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2008. Os treinadores não tiveram paciência e nem trabalharam para que ele fosse se firmando na equipe principal. Está machucado, mas é uma grande promessa. Valor de Mercado R$ 1,5 milhão

Estes valores não são oficiais, que isso fique bem claro. São suposições do pouco que sei sobre as transações no mundo do futebol. Arendi com alguns empresários nesse meu tempo de trabalho com futebol profissional.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Só três clubes não trocaram de técnico no Catarinense

O Avaí, de Péricles Chamusca, CFZ Imbituba, do Joceli dos Santos, e o Metropolitano, de Roberval Davino, são os únicos treinadores que começaram a competição e se mantém firmes no cargo.

Com duas demissões nesta segunda-feira, apenas os três times citados acima não tiveram alteração no comando. Sérgio Ramirez saiu do JEC, com Mauro Ovelha, já pré-conversado, assumindo o seu posto no comando do time. Já em Ibirama, Gelson da Silva, que fez um excelente turno, foi demitido no Atlético.

Planejamento, resultados e visão de futuro. Acredito que estes fatores mantiveram os três treinadores em seus cargos nesse Estadual.

Chamusca chegou ao Avaí para ser o treinador do time no Brasileirão. Está montando a base para a disputa da Série A, mas ainda não caiu na graça do torcedor.

Joceli está no Imbituba há mais tempo, conhece como se trabalha por lá. Levou o time para a elite do futebol catarinense e tem total autonomia para trabalhar.

Roberval Davino é outro exemplo de comprometimento da direção com o técnico. Teve proposta para sair, mas ficou devido ao projeto oferecido. Tem um salário bom, deve só ser menor que o do Trípodi.

Em ordem alfabética, veja quem já trocou de treinador:

Atlético-Ib: Gelson da Silva > Indefinido
Brusque: Suca > Hélio Vieira
Chapecoense: Mauro Ovelha > Suca
Criciúma: Itamar Schulle > Wilsão > Argel (em breve)
Figueirense: Renê Weber > Márcio Goiano
Joinville: Sérgio Ramirez > Mauro Ovelha
Juventus: Nazareno Silva > Edson Belmonte > José Esdras

Título do turno foi pouco: Sérgio Ramirez é demitido do JEC


O título do Turno do Catarinense 2010 não foi o bastante para segurar o técnico Sérgio Ramirez no comando do JEC. A direção do clube anunciou nesta segunda-feira, dia 8, uma reformulação na comissão técnica e a dispensa de quatro jogadores.

Além de Ramirez, deixam o time o auxiliar Gilson Cabeção e Giovani Ramirez. Dos dispensados, destaque para o meia William, destaque em 2009 e que começou bem o campeonato deste ano, mas que há alguns jogos vem rendendo muito pouco. Pegaram a barca também o meu Claudemir, o zagueiro Valença e o atacante Lino, que fez os seus gols na Copa SC.

Há tempos o Ramirez estava na corda bamba. Antes da semifinal do turno, no jogo contra o CFZ Imbituba, o treinador chegou a ter pedido demissão após discussão sobre a inclusão de um jogador a mais na delegação. O título do turno, com choro, declarações de amor ao clube, não garantiu uma permanência maior dele no comando do time.

A saída de Ramirez abre uma oportunidade para o técnico Mauro Ovelha comandar o clube, pelo menos é o que deseja o pessoal da comunidade do Joinville no Orkut.

Leia a matéria da foto que abre o post. As lágrimas e conquistas de um campeão

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vitórias complicadas na 2ª rodada do returno


Os jogos fáceis, aquelas babas, acabaram por se tornar emocionantes para quem vê de fora e irritantes para os torcedores. As três vitórias da rodada, já que JEC e CFZ Imbituba empataram em 2 a 2 e Atlético-Ib e Criciúma ficaram no 1 a 1.

Avaí 3 x 1 Juventus

O Avaí quase empatou com o Juventus, lanterna do campeonato. Aos 47 do segundo tempo, Juninho Tardelli, irmão do Diego, quase empatou o jogo. A sorte é que no contra-ataque o atacante Roberto marcou o terceiro, mas não evitou as vaias da torcida pelo fraco futebol.

O Avaí lidera o returno e está garantido no quadrangular final do returno - só um desastre tira o time de lá. Mas não é possível que o time jogue na defesa contra o lanterna da competição. O único time que não venceu na competição.

A torcida saiu vaiando o treinador e chamando-o de burro. Precisa disso? Não perdoaram nem o Silas na sua fase de teimosia. Acho que não termina o ano no Leão.

Metropolitano 3 x 2 Chapecoense

Na Superquarta, o Metropolitano tinha tudo para vencer tranquilamente a Chapecoense, mas quase acabou cedendo o empate. O Verdão d'Oeste até merecia o empate, já que o Metrô perdeu um caminhão de gols.

O atacante Mariano Trípodi vem se mostrando decisivo, assim como o meia Leandrinho vem jogando uma bola bem redonda. Por mais que a torcida exalte, não me passa confiança o goleiro João Paulo, assim como os volantes do time. A dupla de zaga é muito boa, destaque para o zagueiro Rafael - esse jogaria em qualquer time do Estado.

Figueirense 5 x 3 Brusque

No Scarpelli, o Figueirense tinha um jogo tranquilo nas mãos, mas quase acabou se afogando na água da chuva que caiu em Florianópolis. O Brusque, que lidera a enquete do blog para ser o parceiro do Juventus na Segundona, quase apronta um crime.

O goleiro Moreno, citado no post de ontem, falhou feio. Márcio Goiano disse que os zagueiros poderiam ter tirado para fora, mas se sobrou para o goleiro a culpa é dele. Preferiu dar o gol a colocar a bola para escanteio.

Crédito de foto
Foto de Ricardo Duarte

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acompanhe os jogos da 2ª rodada do Catarinense ao vivo


O @PapoFC irá acompanhar os jogos da Superquarta do Catarinense 2010 com a equipe clicEsportes. Acompanhe também pelo Twitter do @Catarinense2010.

Três jogos abrem a segunda rodada do returno. Abaixo os palpites sobre cada partida e como acompanhá-la também via rádio.

JEC x CFZ Imbituba - Rodrigo Celente acompanha o jogo

O Joinville está com o burro na sombra. Joga sem Lima, expulso contra o Criciúma por dar um soco no zagueiro do Tigre. O Imbituba, do Cleber Ypioca, é a surpresa do campeonato. Está indo mais longe do que as próprias pernas. É o Amériquinha catarinense, aquele time que todo mundo torce.

Ouça: 89FM e Rádio Globo AM


Figueirense x Brusque Vitor Oliveira acompanha o jogo

O Figueira joga para continuar na briga pelo título do returno. O time não contará mais uma vez com o goleiro Wilson, o que é preocupante. Já que Moreno, o seu substituto, não passou aquela firmeza. Já o Bruscão, lamentávelmente, briga contra o rebaixamento. Está liderando a enquete do blog.

Ouça: Rádio Cidade (com Rodrigo Santos), CBN/Diário, Rádio Guarujá e Band FM

Metropolitano x Chapecoense - Bruna Bernardes acompanha o jogo

É o jogo da outra boa surpresa do campeonato, o Metropolitano, com uma das decepções até o momento, a Chapecoense. Minha aposta é no Metrô, já que a diretoria está trabalhando sério para levar o time à Série D.

Ouça: Rádio Menina FM, Rádio Blumenau e Rádio Nereu Ramos

terça-feira, 2 de março de 2010

Nicolas, irmão de Felipe Melo, assina com o Figueirense


O jovem volante Nicolas, de 19 anos, irmão de Felipe Melo, da Juventus e Seleção Brasileira, assinou por dois anos com o Figueirense. O jogador estava no Volta Redonda e chega para o time júnior do Figueira. A informação é do Jornal O Globo (via @TainhaAlvinegra).

O Figueirense parece ser um time sem direção, já que só contrata volantes. O irmão famoso falou que Nicolas é bem melhor que ele - o que não é muito difícil. Só achei-o meio magrinho, mas o Bilú tá aí para mostrar que não precisa ser forte.

Com a chegada de Nicolas, a base do Figueira fica com incríveis OITO volantes. Com mais sete do elenco principal, o Figueira fica com 15 jogadores nessa posição. É mole?

Crédito de foto
Foto de Marcos Felipe, GloboEsporte.com

segunda-feira, 1 de março de 2010

Boleiros da Bola - Jogo 38

No quinto jogo de 2010, o ano que ainda não terminou, começamos a escrever de forma digital mais momentos fantásticos do Boleiros da Bola. O título diz ter sido o jogo 38, mas aí só o nosso matemático Felizão Garcia Passos pode nos confirmar.

Diferente de todos os outros textos - leia todos aqui - este não será assinado pelo grande jornaleiro Jorge Jr. Quem assina os escritos abaixo é um autor bastante conhecido, quer dizer, o irmão mais velho é bem mais conhecido que ele, o que até hoje gera conflito nos almoços de domingo.

Venceslau Guarani, irmão mais novo - toma cascudo até hoje - de Stanislaw Ponte Preta. Segue a linha editorial dos textos dos Boleiros, sempre com isenção, sem destacar um jogador específico e nem adjetivar positivamente o atleta destaque.

Em tempo, o bloguista titular deste espaço não compareceu ao jogo. Foi a sua primeira ausência em 38 ou 39 jogos. Motivo: um ano do Fenômeno, o craque da Copa de 2030 em Guiné Bissau.

Jogo quente

Jogo quente, hein ô Batista?

Com os termômetros marcando bem mais e com a sensação térmica de mais ainda, Amarelos e Diabos Vermelhos, que por razões históricas assimilaram muito bem a temperatura infernal, proporcionaram um espetáculo para sádico nenhum botar defeito.

O número de boleiros presentes foi decepcionante. Sem arqueiros de ofício, os onze heróis esquentaram a cabeça para dosar suas energias durante o embate.

De um lado, o senil Paulo Evangelista, já recuperado de uma cutícula mal arrancada, era destaque dos amarelos goiabas e do outro (tudo tem dois lados) o endiabrado Jerônimo Canga Rubim comandava com tridente firme o dantesco quarteto.

O sacrifício

O jogo mal começou e a equipe de Evangelista já mostrava que não iria amarelar, foi pra cima e logo abriu 4 a 1 no placar. Destaque para o golaço do fininho Padilha, exorcizando a má fase que o assombrava há algum tempo. Ele recebeu a bola na entrada da área e com o peito tirou do marcador que apenas assistiu a pintura do voleio no canto do polivalente coordenador, que já cansado, assistia ao jogo como goleiro. Dez minutos após o começo da flagelação coletiva, chega Cleber do Hora que, por ter perdido a hora, não via a hora de jogar. Ele entra para os vermelhos.

A partir daí coisas estranhas e inexplicáveis começaram a acontecer. O exemplo maior foi o do Pedro Formado Rockenbach. Ele que vinha jogando como sempre, tirando gols feitos de sua equipe e protagonizando lances bizarros, nos presenteou com uma pintura de gol de calcanhar, e logo em cima do seu grande desafeto trabalhista Paulo Evangelista. Por conta do revezamento causado pelo número impar de jogadores, diminuía o comprometimento dos atletas com suas equipes. Volta o equilíbrio no placar.

Desavenças, jogadas violentas, traições, pulmões combalidos, tudo isso presenciado pelos familiares que ali compareciam e que a essa altura já mostravam certo desinteresse natural pela partida. Receitas de bolos, garota verão e a afetação psicológica causada pelo sol nos jogadores, eram os assuntos em pauta.

O brilho do craque

Um jogador, que combina a inteligência de um ateniense com o preparo físico de um espartano e a ginga de um baiano, destacou-se entre os presentes. Cleber Ypioca, a meu ver, fez toda a diferença no placar final. Enquanto jogava pelos canarinhos (Bem) ele não soube o que era estar atrás do placar e quando caiu em tentação e foi vestir a camisa brasil dos Diabos Vermelhos (Mau) colocou-os a frente no placar e com uma boa vantagem. Sua precoce saída a oito do final, alegando estafa (normal pra quem jogou muito e tão bem) causou uma certa preocupação aos amantes do futebol arte.

Resultado final

Glóbulos Vermelhos 18 x 17 Amarelos Anêmicos

Equipes em suas formações iniciais:

Iélous Submarine Amarelos

1 Paulinho Cutícula
2 Cleber Ypioca (Gênio)
3 Padilha Slim
4 Pedro Sobrenatural Rock.
5 Andreis Formado Perone

Rédi Dévils Vermelhos

1 Jeronime 666
2 Rafael Mephistófoles
3 Ricardo Sat.
4 Luis Felipe Dem.
5 Scarduelli Cap.

Jogador troca-troca: Cleber Dado Biertoncello
Cervejas: Duas antes e umas seis depois
Ypioca: Uma

Enquete: Quem será o parceiro do Juventus na Segundona?

Sem vencer uma mísera partida no Estadual, o Juventus é o primeiro rebaixado para a Segundona do Catarinense 2011. Me preocupa a situação do Bruscão, dos amigos Rodrigo Santos e Elton Souza. O time está sem marcar gols há cinco jogos, e o novo técnico, Hélio Vieira, desconhecido por aqui, mostra que é o novo Renê Weber do Estadual.

Chapecoense, com uma campanha muito ruim, e o Criciúma, que deve melhorar fora de campo, mas dentro de campo ainda está devendo, são os outros dois times que brigarão pela segundona segundo este bloguista. O CFZ Imbituba, mesmo empatando em casa com o Figueirense, está bem e vai mais longe do que as próprias pernas.

Vote, comente e argumente qual outro time pode ser rebaixado que adiciono no post.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Com muita emoção, JEC conquista o Turno do Catarinense


@oCleberMachado diz que o futebol é fascinante, eu concordo. O título do Turno do Catarinense 2010 estava com nove dedos do Avaí no troféu, mas escapou nos acréscimos, aos 49, numa bomba do Ricardinho. O empate em 1 a 1 deu a vaga na final do Estadual para o JEC do Sérgio Ramirez. Um jogão, jogasso.

O primeiro tempo foi morno, sendo que Lima teve uma chance e Zé Carlos fez uma excelente defesa e o lateral Uendel, na cara do gol, chutou para o goleiro Fabiano desviar para escanteio.

Patric abriu o placar para o Avaí aos 14 do segundo tempo. Ali o título do Leão estava garantido, já que o Joinville dava sinais nítidos de cansaço físico e as entradas de Eduardo e Leandro Costa em nada modificaram o JEC.

O Avaí ficou um pouco mais na defesa, mas abusando, abusando no sentido excessivo de perder contra-ataques. Medina, Caio, Davi (hoje jogou bem) e Robinho não conseguiram matar o jogo para o Leão, e não estava difícil para fazer isso.

O JEC ia no desespero, cruzando bolas rasteiras que a zaga do Leão tirava fácil. Lima e Cris não chegavam nem perto para finalizar, enquanto Rodrigo Thiesen brecava todas as chances do Joinville. No final, mais desesperado e já com três atacantes, o meia Ricardinho acertou o chute que garantiu o título. Foi uma explosão na Arena com jogadores do banco entrando em campo para comemorar e um choro verdadeiro do técnico Sérgio Ramirez.

Prancheta

Do time que armei na Prancheta do Papo FC, errei só a escalação do Chiquinho, já que o Sérgio Ramirez disse que ele estava sem condições físicas e colocou o César Prates. O esquema tático dos dois times também foi o mesmo, errando só na colocação dos zagueiros do Avaí.

O retrospecto negativo do Avaí no Estadual pesou. O time não venceu nenhuma partida fora da Ressacada, assim como fazia antigamento na Série B. Era sair da ponte que o time não ganhava. E não ganhou.

José Acácio da Rocha

Gostei do comando do Zé no primeiro tempo. Não deu aquelas faltas bobas, deixou o jogo seguir e regulou nos cartões amarelos. Também não marcou um pênalti do Emerson Nunes em cima do Lima.

Na segunda etapa, aí sim, o torcedor do Avaí pode reclamar. Amarelou os jogadores do time por qualquer faltinha, não deu a vantagem num lance em que o Robinho iria só ele e os zagueiros no meio-campo, não deu um pênalti no Medina, também nos acréscimos.

A imprensa da Capital e o técnico Péricles Chamusca reclamaram muito do tempo do gol do Joinville. O detalhe - confira no vídeo - é que a bola entra no gol aos 48 minutos e 58 segundos. O Miguel Livramento disse que ele deveria ter acabado aos 48, aí sim ele estaria errando, já que deu quatro minutos de acréscimo.

O gol, pra mim, foi legal. Faltou malandragem ao Avaí, já que ninguém fez cera, se jogou no chão, segurou a bola no ataque ou enfiou um bico pra fora do estádio. Depois do gol do Ricardinho até as bolas sumiram.

Homem do jogo

Patric fez o gol do Avaí e Ricardinho deu o título para o JEC, mas o melhor jogador da partida, o diferencial nos 90 e tantos minutos, foi o volante Rodrigo Thiesen. Soberano. Tirou todas as bolas, marcou com perfeição os meias do Joinville e ainda quase teve a chance de marcar um golaço, mas sofreu falta nas pedaladas.

Rodrigo Thiesen foi o nome mais citado pelo Giovani Martinello durante a narração do jogo. O Avaí não deve bobear e renovar logo o contrato do Thiesen, já que teria vaga para jogar em qualquer time.

Crédito de foto
Foto de Ricardo Duarte

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Prancheta de JEC x Avaí - Final do Turno do Catarinense



Mais uma novidade no blog. A Prancheta do Papo FC passa a ser utilizada sempre antes de jogos decisivos. A final do Turno do Catarinense 2010 entre Joinville e Avaí mereceu todo este trabalho gráfico, licenças de programas caros e pesquisa. Na imagem acima o resultado disso, e abaixo algumas considerações sobre os times.

O "desenho" dos jogadores ilustra a posição deles em campo. A ideia surgiu da famosa Prancheta do PVC, da ESPN Brasil. Sou humilde e até ficarei sem graça com os elogios sobre a parte gráfica, mas estou dando mais uma opção ao amigo leitor que acampanha o blog e o seu time por aqui. Os esquemas táticos são de acordo com algumas escalações e noções de tática deste bloguista.

O jogo será às 17h deste domingo, dia 21, na Arena Joinville. O JEC joga por um empate para conquistar o título do turno e uma vaga na final do Catarinense 2010. O Avaí precisa da vitória para levantar o caneco.

JEC

O Joinville, comandado pelo técnico Sérgio Ramirez, joga no tradicional 4-4-2. O time é o mesmo que empatou em 2 a 2 com o Metropolitano. A força da torcida na Arena — o JEC tem a maior média de público do Estadual — é outro diferencial do time.

Nos últimos anos o JEC está com a sina de padeiro, aquele que amassa mas não come. Acabava entregando o título para o adversário ou refugando feito Baloubet du Roet nos momentos decisivos.

Pontos fortes: os avanços dos laterais, principalmente o Rafael Tesser. A criatividade do meia William e a força dos atacantes, sendo Lima o mais perigoso. Cris, que já passou Lima no número de gols, também é bom no jogo aéreo.

Pontos fracos: o preparo físico é só para 45 minutos. O time se entrega na segunda etapa, facilitando a vida do adversário, que pode abdicar dos contra-ataques para jogar em cima o tempo todo. A dupla de zaga, junto com o goleiro Fabiano, não assustam.

Provável time, o time da Prancheta:
Fabiano; Rafael Tesser, Samuel, Lacerda e Chiquinho; Carlinhos Santos, Paulinho Dias, Ricardinho e William; Cris e Lima.

AVAÍ

O Leão, do técnico Péricles Chamusca, acredito que vá jogar no 3-6(5)-1(2). Não é complexo, mas não tenho certeza de que ele colocará Leonardo e Roberto no ataque, enfraquecendo o meio, já que não abre mão de três zagueiros.

A minha dúvida é entre Robinho e Sávio, já que o ex-Diabo Loiro da Gavéa marcou quatro gols em um amistoso na sexta-feira. Seria interessante, do ponto de vista além das quatro linhas, colocá-lo de titular, mas Robinho, que também é do Santos, faz bem a função de meia-atacante. Leonardo ficaria na frente, mas contando com a chegada dos meias e dos laterais.

Pontos fortes: a dupla de volantes é a melhor do Estadual. Jhonny e Rodrigo Thiesen chegam a lembrar o dueto inesquecível do São Paulo com Mineiro e Josué. Patric, se errar menos passes, vira uma arma mortal nos contra-ataques. O time ainda tem o Medina, que come a bola desde o início da competição, mas é reserva do time.

Pontos fracos: o ataque, por mais que tenha feito 5 a 1 neste mesmo Joinville, é fraco. Vandinho está fora, e Leonardo não cria e não deixa criar. O goleiro Zé Carlos também não é um paredão. Davi, o cara da armação, é possível que só entre em campo e durma.

Provável time, o time da Prancheta:
Zé Carlos; Rafael, Emerson Nunes e Emerson; Patric, Jhonny, Rodrigo Thiesen, Davi, Robinho (Sávio) e Uendel; Leonardo.

O árbitro "sorteado" para comandar a partida é José Acácio da Rocha, auxiliado por Carlos Berkembrock e Ângelo Rudmar Bechi.

Serviço do Jogo

Ingressos somente a partidas deste sábado. Os torcedores do Avaí devem comprar as entradas somente em Joinville, não há posto autorizado em Florianópolis.

A RBS TV transmite a partida para todo Estado, menos para a região de Joinville.

Os Preços

Arquibancada descoberta: R$ 25 (estudantes e aposentados – R$ 12,50 crianças de 0 a 11 anos – R$ 4)
Arquibancada coberta nível 1 – R$ 40 (estudantes e aposentados – R$ 20)
Arquibancada coberta nível 2 – R$ 50 (estudantes e aposentados – R$ 25)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

É caro assistir uma vitória tranquila do Avaí



Depois de um longo tempo fiz uma das coisas que todo torcedor de futebol gosta, que é ver o time no estádio. Fui pra Ressacada, acompanhando do amigo Cleber, de ônibus. Outra coisa que não fazia desde os jogos da Seleção. O 2 a 0, que garantiu o time na final, foi magro, sem sal, sem emoção, mas como disse o Felipinho — o importante são os três pontos.

Chegar cedo no estádio não foi tão novo, já que no Avaí 1 x 0 Grêmio eu cheguei cedinho na Ressacada, mas foi por causa do trabalho. Deu pra tomar umas na casa do Cleber, outras no Chapecó, aí já com a presença do Wild Bernardo, e só. No estádio não vende, infelizmente. Maldita proibição. Tu quer tomar umas com os amigos e não pode. Felipe Albertoni, parceiro do clicEsportes, também se juntou ao grupo com outro amigo.

O nosso ingresso era para o Setor C, coberto, cadeira, mas fomos pro B em busca de uma cuba perdida. Nada míseras. A volta foi de latão também, com bêbados falando alto, tomando cerveja e aquela alegria. Foi uma noite excelente.

Sobre o time, Leonardo joga com duas âncoras. Vandinho jogou pouco, mas fez muito mais que o Leonardo no jogo todo, isso que ele ainda fez um de pênalti. O Avaí cozinhou o jogo, se poupou, enquanto o Atlético de Ibirama só ameaçou no segundo tempo, mas faltou muito pra marcarem um gol.

Preços

O futebol é para a elite. Hoje, sinceramente, não daria para levar o meu filho ao estádio se ele pagasse ingresso. É um crime pagar R$ 60 para assistir uma partida no Avaí. Falo do Leão porque é o segundo ingresso mais caro do Brasil, perde só para o Corinthians.

Um copo de refri custa R$ 3, mesmo preço do churros. Cachorro quente é R$ 3,50 e a pipoca, aí num preço justo, custa dois pila. Vou fazer as contas com base só no que comi no estádio.

3,50 + 3 + 2 = 8,50

Aí multiplica por dois se tu for com uma criança. Dá 17 pila. Coloca uma entrada inteira e outra meia-entrada, que dá R$ 90. No total de tudo, sem somar gasolina, flanelinha, cervejinha antes, churrasquinho de gato, tu gasta incríveis R$ 107. Um absurdo!

Podem vir com história para se associar, blábláblá e o escambau, mas o camarada que ganha mil reais por mês vai matar 10% do seu salário num jogo só. Nem na Europa o futebol é só pra elite. O Avaí cresceu em estrutura, tá na Série A, Sul-Americana, mas está formando, assim como o Figueirense já criou, uma bela torcida de pijama. Ou até a geladeira, aquele que levanta no gol e fica quieto o resto do jogo.

Em tempo, fui ao jogo porque ganhei o ingresso. Só vou assim ou a trabalho. Posso pagar R$ 30 se comprar de estudante, mas mesmo assim acho muito caro. No Scarpelli é R$ 15 meia-entrada, valor mais do que justo. Em Joinville fizeram um estardalhaço porque aumentaram de 20 para 25 reais o ingresso. Dá até inveja.

Crédito de foto
Foto de Flávio Neves

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