domingo, novembro 09, 2008

Série de Entrevistas - Selmir

O Papo Catarinense cumpre o prometido e apresenta uma nova entrevista com um jogador que teve êxito no futebol catarinense. Ele foi bicampeão estadual jogando por Joinville (2001) e Figueirense (2002). Fez parte do time alvinegro no Brasileirão de 2002. Jogou ainda no Atlético-PR, algoz do Figueira no último sábado. O atacante Selmir dos Santos Bezerra é o nosso entrevistado.
O papo foi via email, já que o campeonato coreano ainda está em andamento.

Papo Catarinense - Sabes quantos gols tens na carreira?
Selmir - Na minha conta acho que estou com uns 110 gols.

PC - Qual time estás jogando atualmente?
Selmir - Daejeon FC da Coréia do Sul

PC - Como é a tua vida aí na Coréia? Já é tua quarta passagem por aí?
Selmir - Aqui levo uma vida muito tranquilacom minha esposa e meu filho. Estou na quarta temporada e estou muito feliz.

PC - E a tua família está se adaptando bem? Conta com ajuda de outros brasileiros?
Selmir - Minha esposa adora a Coréia e sempre que chega algum brasileiro tento ajudar o máximo falando principalmente da cultura e sobre a comida que é muito difícil de se comer.

PC - Tem marcado muitos gols no campeonato? Já foi artilheiro? Quantos gols?
Selmir - Tenho sim, estou no meu nono jogo e já fiz cinco gols. Fui vice-artilheiro em 2006 com 15 gols.

PC - Qual é a duração do teu contrato?
Selmir - Meu contrato termina em dezembro.

PC - O salário na Coréia é comparado ao que se paga nos grandes clubes do Brasil?
Selmir - Acho que sim, até um pouco mais. A diferença são as premiações que você ganha quando faz gol ou dá um passe.

PC - Que premiações vocês ganham por gol ou passe?
Selmir - Depende de cada jogador. Varia de 2000 mil a 5000 mil dólares por cada um.

PC - É o clube ou o patrocinador que paga?
Selmir - O Clube.

PC
- Ano passado se especulou que poderias ir para o Botafogo, esse ano não surgiu convites para voltar ao Brasil?
Selmir - Sim, mas só quero voltar se for para um grande time onde eu possa estar feliz juntamente com a minha família.

PC - Pensa em voltar na próxima abertura do mercado de transferências?
Selmir - Se tiver uma boa proposta, quem sabe.

PC - Já tens proposta de renovação com o clube?
Selmir - Tenho proposta sim. Do meu clube e de outro.

PC - O assunto do blog é o futebol catarinense. Conte um pouco da sua passagem pelo Joinville e pelo Figueirense.
Selmir - Minha passagem pelo Joinville foi ótima. Em 13 jogos eu fiz 11 gols e me tornei campeão catarinense de 2001. Já no Figueira consegui manter a boa fase, onde me tornei bicampeão catarinense e chegamos às quartas-de-final da Copa do Brasil. Foi um ano (2002) em que marquei 23 gols na temporada.

PC - Ainda tem amigos nos clubes daqui?
Selmir - Sim, fiz vários amigos.

PC - Algum fato curioso passado nos clubes daqui? Briga de vestiário, comemoração com dirigente, ônibus quebrado, essas coisas.
Selmir - Sim, tenho várias. Mas tem uma muito engraçada, foi no Brasileirão de 2002, onde tivemos um mau começo e fomos de ônibus para Porto Alegre. Íamos almoçar em um restaurante na estrada e erramos o caminho, tivemos que andar um pouco mais. Aí depois ainda ganhamos o jogo por 4 a 2 (foi contra o Inter) e eu fiz um. Aí começou nossa recuperação no campeonato.

PC - Tens vontade de defender o Joinville ou Figueira?
Selmir - Hoje, com a vida que eu levo aqui com a minha família, acho que um dia gostaria de voltar para o Figueira.

PC - Guarda lembranças positivas ou negativas da imprensa da capital? Pegavam muito no teu pé?
Selmir - Sim, algumas vezes positiva e outras negativas. Mas essas negativas eu reconheço que dava motivo.

PC - Deixe uma mensagem para os nossos leitores.
Selmir - É um prazer estar conversando com vocês e gostaria de mandar um abraço para todos os torcedores do Figueira.

Créditos de foto
Foto jogando pelo Daejeon do site oficial do clube
Legenda: Selmir jogando na Coréia

Foto com as camisas de Joinville e Figueirense do arquivo do AN.
Legenda: Selmir e Adão posam em treino do Jec
Legenda: Selmir no jogo Inter 2 x 4 Figueirense

Um comentário:

CLEBER LATRÔNICO FELIPE disse...

Parabéns pela entrevista. Um ótimo trabalho jornalístico.
O Selmir é uma figuraça ecom certeza deixou saudades aqui em SC.

É difícil ver o Tadeu e lembrar do Selmir.