quarta-feira, maio 06, 2009

Marcos Vicente dos Santos - Marquinhos

Crônica - Maestro Campeão


- Craque a gente faz em casa. A frase, na minha memória, pode ser de algum presidente do Flamengo ou do hino do glorioso Ameriquinha. Craque, desses especiais, o Avaí faz em casa. Marquinhos é um deles.

O galego, o anjo loiro da Ressacada, vestiu-se com as roupas e as armas de Jorge para levar o Avaí ao título. Jogou protegido e ao lado de alguma entidade, que os pés dos inimigos não o alcançassem, a dor não seria maior que o desejo. Nada iria abalar a sua magistral partida. O apelido de Maestro, que virou faixa no estádio, caiu como uma sequência de dó maior sob a sua batuta.

O Iluminado recebe de Caio e ajeita a bola de canhota para a finalização do guri de Biguaçu. O placar muda para três e o tempo extra está garantido. Mais 30 minutos de exibição. Aos oito minutos da prorrogação, após cruzamento de Lima, o camisa 10 cumprimentou com calma, categoria e consciência para o fundo do barbante do estádio Aderbal Ramos da Silva, que nessa hora já começava a festejar o título. O título era dele, era nosso.

O chão, a arquibancada e o manto azul e branco se tornaram o berço das lágrimas da alegria, lágrimas que demoraram quase 12 anos para serem derramadas com o sabor de título. O amarelo, que tinha fama, justa ou injusta, de amarelar, ficou mais amarelo com a taça de campeão catarinense. Foi-se a síndrome de vira-latas para as cucuias.

Crédito de foto
Foto de Ricardo Duarte

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