segunda-feira, agosto 10, 2009

Boleiros da Bola - Jogo 17

Emoção até o último minuto

Em pé: Cleber, Jerônimo, Pedro, Cleber do Hora, Felipe e Paulinho. Alongando os glúteos: Diego, Carmelo, Gonzalo, Jorge Jr e Padilha.

Um sábado sem Boleiros da Bola, jogando de forma oficial, já que no anterior conquistamos o título do campeonato da ACI pelo Estácio/Avaí, serviu para aumentar a qualidade futebolísticas dos atletas. O ritmo de jogo, depois de 17 partidas, começa a fazer efeito. Rédis e Bluus fizeram um daqueles jogos que só acabam quando termina. 15 a 13 para a equipe do Maestro, os rubros de Palma Sola.

Fica difícil escolher um lance para falar, já que o jogo foi cheio de emoções para ambos os dois lados. Na equipe dos Bluus há um gol bonito e importante. No lado dos Rédis os gols não se descataram, mas sim os goleiros. Foram quatro arqueiros que mudaram a história do jogo.

Cleber, o polivalente do shortinho de bailarina, arriscou um petador do meio-campo. Ele iria morrer lépida no fundo do barbante, mas o goleiro Jorge Jr., o Maestro, interveio plasticamente com a mão direita estendida voando feito o avião 447 da Air France. Uma defesa, que se fosse fotografada, seria capa dos principais jornais do bairro.

Jogo pegando fogo, 11 a 10 para os Rédis. Pressão dos Bluus e o tempo teimava em não acabar. Pedro, o indisciplinado taticamente, cobra o lateral de longe, fazendo a bola cruzar metade do campo e encontrar o cucuruto do aniversariante desta segunda-feira, Ricardo Jahn. Não teve goleiro, que não saiu, que pudesse evitar o gol de empate. Um belo gol pela construção do lance.

O equilíbrio foi a tônica da partida. Não tivemos uma diferença grande no placar. O jogo foi decidido nos últimos minutos. Os dois gols de vantagem deram a segurança necessária para os Rédis segurarem o jogo e garantir mais três pontos na eterna disputa com os Bluus.

Departamento Médico


O DM do Boleiros informa: Fernando Evangelista, Alano e Daniel Vicente, dois dos craques do certame, estão em tratamento. As enfermeiras do Sexy Dolls estão fazendo um intensivo com os jogadores e a previsão de melhora, sendo otimista, é para quando elas ficarem com cãimbra na língua.

Próximo jogo

Já está confirmado e os atletas estão sendo convocados. Aguardamos a presença dos goleiros e um breve retorno do jogador Renan. Saúde!

Convocamos também aspiras fotógrafos para registrar os maravilhosos lances do jogo.

Coletiva

Diego Passos, o nosso Roberto, foi o único a comparecer para dar explicações aos jornalistas sobre o jogo deste sábado. A imprensa marronzista não perdoa e quer saber os motivos do baixíssimo rendimento na linha do baladeiro, comedor de feijoada, e ídolo do Daniel Vicente.

Diego acertou dois pênaltis no aquecimento, mas no jogo perdeu um pênalti e um gol incrível. Ajoelhou sempre que perdia os gols, mas não rezava. Foi um castigo dado por Judas Hebreus ao nobre jogador.

Fora da Casinha: Antes que eu esqueça mais uma vez Diego, acompanhei seu jogo há duas semanas, e fosse chamado de Arce, ex-lateral do Palmeiras, do Grêmio e da seleção paraguaia. Como surgiu este apelido?
Diego: Pois bem, o pessoal do Calzone Massa Viva, da Estácio, começou a me chamar pelo nome do lateral paraguaio quando um dia fiquei reverenciando as qualidades dele em cobranças de falta, quando jogava no Palmeiras.

Fora da Casinha: Parabéns pelo título da semana passada. Nossa equipe não pode ir aos enlameados gramados da Associação Brasileira de Odontologia, mas soubemos deste feito. Nos conte sobre as aventuras, e se foi seu primeiro título?
Diego: Primeiramente este foi mais um título. Ganhei alguns torneios que fazíamos nos campinhos de Santo Antônio. Em 1997 e 1998 faturei alguns títulos por lá. Teve um nas Olimpíadas do Barddal, também em 1998, com a equipe de Basquete da minha sala, meu último campeonato. Na Academia de Comércio, o Jacarezinho ou Jacaré (MUITOS RISOS), como sempre chamei, fui o aluno mais assíduo, tenho até placa de medalha em minha homenagem. Fazia tempo que não era campeão, e foi tudo muito inusitado. Tivemos que tomar banho de balde para tirar a lama, a água acabou. Os caras da Associação Catarinense de Imprensa até nos prometeram um futebol e um churrasquinho na Associação de Odontologia. Tomara que logo façamos esta festa, afinal estava na mesma situação do meu glorioso Avaí, não era campeão desde 1998.

Fora da Casinha:
E o jogo de hoje Diego, você perdeu mais um pênalti. Como ficará sua situação nas cobranças penais?
Diego: Isso acontece até com grandes jogadores, o Raí, ídolo do São Paulo, perdeu dois pênaltis, o Zico, ídolo do Flamengo, perdeu uma na marca da cal na Copa de 1986, o Palermo perdeu três, então acontece. Meu número de acertos é maior, voltarei a marcar, preciso recuperar a confiança da galera.

Fora da Casinha: Quem na sua opinião fez a diferença?
Diego: Acho que o nome do jogo foi o Padilha. Entrou e ajudou a desequilibrar, o Jerônimo corre bastante, não tem bola perdida para ele. Uma pena o Paulinho Evangelista ter se machucado, e estava bem. No final, conseguimos a abrir vantagem de novo.

Fora da Casinha: E seu colega Fellipe, o que achas das cobranças em torno dele?
Diego: Isso é coisa do futebol, sempre tem um que é mais cobrado que os outros. Em Santo Antônio, quando errava, o pessoal também pegava muito no meu pé, mesmo tendo jogadores melhores que eu. Tem sempre aquele que fica mais visado no grupo.

Fora da Casinha: Se deixarem você bater o pênalti novamente, tentarás de novo?
Diego: Com certeza, tendo condições, irei. Isso faz parte do jogo meu camarada.

Notas do jogo

Gonzalo (7, o matador fez só um golzinho)
Padilha (6,5 pelo atraso)
Ricardo (7, pelo gol de cabeça e pelo aniversário)
Jorge Jr. (7, pela defesa e pelo equilíbrio tático)
Cleber (6,75, ainda não repetiu as boas atuações de outrora)
Pedro (6,5, foi o cruzamento e só)
Paulinho Evangelista (8, teimoso, evitou o gol e quase perdeu o dedo.
Cleber do Hora (6,5,tímido, mas vai acrescentar mto ao certame)
Fellipe (5,25, esteve abaixo do baixo rendimento)
Carmelo (7,5, gols, raça, disposição, um gremista em campo)
Diego (4,5, não saiu do gol, perdeu um gol feito e um pênalti)
Jerônimo (7,25, rei do aquecimento e da banana verde, jogou bem)
Amigo do Pedro (6, jogador de meia é uma afronta às regras da International Board)

Ficha Técnica

Os Rédis
Diego; Carmelo, Jorge Jr., Paulinho, Jerônimo, Gonzalo (Padilha)

Os Bluus
Cleber, Pedro, Amigo do Pedro, Ricardo, Fellipe, Cleber do Hora

Cervejas: Nenhuma
Mensalidade: Paga com ajuda do Mestre, mas há débito a ser quitado

3 comentários:

Artur de Bem disse...

Desculpe... não pude ler tudo, pq parei na segunda linha do sub-título "Departamento Médico".

Fabio Lima disse...

Muito bom o textículo....
Semana que vêm estou lá hein...pode se preparar que a volta do atacante está com data e hora marcada para acontecer.

Fabio Lima

Pedro Jr. disse...

Atentem para um detalhe na foto: Paulinho com um saco de gelo no dedão da mão esquerda. Primeiro caso de lesão grave nos Boleiros da Bola. É a segunda no mesmo lugar.