quinta-feira, outubro 01, 2009

Boleiros da Bola - Jogo 24


Há jogos que nada dá certo. Os Bluus provaram na carne como são esses jogos. O time foi achincalhado pelos Rédis numa vitória acachapante por 11 a 3, sem precentes no Boleiros da Bola.

O time que sai perdendo, isso é regra, sempre empata, ganha ou continua perdendo. Sem exceção. Os azuis celestias decidiram pela terceira opção.

As equipes não estavam tão diferentes no papel, mas em campo notou-se a superioridade dos colorados rubros logo no primeiro minuto, quando o Maestro Jorge Jr., mostrando o seu catão de visita, acertou uma belíssima trivela na quina do travessão direito do goleiro Fernando Zenga Evangelista. Ali, naquele chute, os cores de maçã do amor venceram o confronto de número Richarlyson (sem homofobia).

O Jogo

Como já citado o incrível chute do Maestro, os Rédis logo abriram placar com o novato, pelo menos no Boleiros, Sérgio Sócrates Negrão. Depois do primeiro, outros tantos gols vieram na sequência. Os Bluus diminuiram num polêmico pênalti de Scarduelli no jogador deles. Dentro ou fora da área, muita discussão, e o time azul calcinha marcou o seu primeiro tento.

Com a partida dominado, o Maestro comandava as ações do Rédis, que aproveitavam para marcou gols e mostrar o verdadeiro futebol arte para a enorme plateia que se acotovelava nas dependências do Playball. Findada a peleja, o pós-jogo durou até às 17h segundo fontes límpidas de Águas de Chapecó.

Golaços

Bola no ataque dos Rédis. O Maestro Jorge Jr recebe de Fábio e parte para o drible. O beque intercepta e coloca para a lateral. O Maestro observa a movimentação, 3-2-1 do time em campo. Pensa rápido, assim como Zico, e rola a bola para o canhoto que se apresenta a 148 centímetros à frente da linha que divide o campo. O resto da história está nas palavras do autor da façanha, Cleber Pico Bertoncello.

— Eu recém havia entrado no jogo. Estava cumprimentando os colegas de gramado quando houve um lateral, no meio-campo, pelo lado direito, a nosso favor. Caminhei timidamente em direção ao local e fui surpreendido por um passe curto e rasteiro. Não havia tempo para pensar. Os adversários partiram em minha direção e, naqueles dois segundos que separam a glória do fracasso, tive a reação de chutar para o lado que estava virado. Por sorte, era o lado do gol adversário. Fui alvo de críticas e brincadeiras "padilhescas" na semana que antecedeu aquele momento. Meu desabafo foi aquele chute emblemático.

Outro belo tento anotado na partida foi do outro Cleber, o Cachaça. O juiz estava inspirando para soar o apito e acontecer as substituições, mas na malandragem, e mais por pena, o jogo rolou. Padilha bateu o lateral na área e o Ypioca Boy, sozinho, deu um lindo voleio, desses que a gente só vê quando reprisa gol do Bebeto, e marcou mais um gol para a sua galeria de obras de arte. O terceiro dos Bluus.

Estreias

Duas estreias distintas no Boleiros da Bola. Alex Lalas Gruba defendeu a representação azulina, enquanto que Sérgio Sócrates Negrão devendo os vermelhos paixão.

Lalas, talvez fora da sua posição original - que também não deu pra saber qual é, não teve um desempenho acima da média. O seu time, talvez pela ânsia de marcar gols, esqueceu que o jogador mais alto do time pode ir à área cabecar. Resultado? Não teve nenhuma chance na bola alta. Falha do capitão do time.

Já Sócrates, tarimbado pelos sete anos de Peladeiros, mostrou-se oportunista como um boêmio tomando um banho de lua. Sapecou seis gols no jogo. As viúvas do matador Gonzalo colocaram o lenço no bolso após a atuação do filósofo.

Felipe Marangon Albertoni chegou atrasado, isso já mostra o espírito Boleiros. Tentou seus chutes de fora da área, mas não calibrou a mira como o sniper do Rio de Janeiro.

Gols Não Feitos

Show de gols desperdiçados por ambas as duas equipes. Diego Euller, para variar, perdeu um gol tão sozinho que nem um autista perderia. E depois do lance, também para variar, ajoelhou-se no milho e se auto-flagelou com duas lambidas no céu da boca.

Fellipe Schwenck, dos Bluus, perdeu uma série de gols embaixo da trave. Há que se valorizar as defesas do Banko, mas foram gols que nem a mãe do Tadeu Schmidit perderia.

O maestro Jorge Jr. recebeu um catuto, um coco da Bahia de Fábio Lima, e não concluiu no gol.

O Chapeleiro Maluco

Há fãs e fãs. Diego é nítido o maior fã do futebol e do short Barishinikov do Cleber Cachaça, tanto que tentou emprestar um dvd do Bolshoi para o ídolo. Não bastasse isso, o pequeno infante ainda adora, há uma adoração bem grande nessa caso, tomar uma chapéu do Cleber. No último jogo foram dois completos, com abas e pininho de ferro. Ao levar a finta o marcador, nem tão marcador assim, apenas sorri em êxtase.

Se contarmos os jogos apenas do Boleiros, foram 24, o total de balões chega aos 20, por baixo. A nossa equipe de scout não nos deixa mentir. Diego é o Chapeleiro Maluco.

Coletiva

O papo hoje é variado. Diego Euller Passos foi convocado, assim como as duas novas Martas do futebol feminino brasileiro, Sarah e Catarina, filhas, incluindo o Diego, de Paulinho “Brawn GP” Scarduelli.

Repórter Boleiros da Bola: O que vocês acharam do jogo?
Diego: O time vermelho dominou bem, manteve uma boa vantagem e chegamos a vitória sem grandes dificuldades.
Sarah: Não vi.
Catarina: Só falo pro meu pai.

Repórter Boleiros da Bola: O que achasse das atuações em campo?
Diego: Na primeira parte muito ruim. Errei passes, não me encontrei em campo, mas depois que voltei da pausa de 5 minutos marquei um gol, melhorei meu padrão de jogo, acertei mais, e ainda fiz um segundo gol, quando o goleiro “Gigi Buffon Martini Evangelista” resolveu atuar como líbero.
Sarah: Depois da foto foi tudo bem legal.
Catarina: Quando o titio Fernando Evangelista traz bis branco eu acho ele legal.

Repórter Boleiros da Bola: Três lençóis hoje, virasse Jolitex. Não achas muito?
Diego: Com certeza né, acho que o Cléber “Ibson” tentou a jogada mais adequada para o time dele, e poderia pedir a musiquinha no Fantástico.

Repórter Boleiros da Bola: Quem foi o melhor em campo?
Diego: O Banko foi bem, e na frente o artilheiro Negrão, fez alguns e deu passes, foi imponente no ataque.
Sarah: É ele (apontando para o pai do Théo).
Catarina: não opinou.

Notas do Jogo

A equipe de scout do Boleiros da Bola, que faz um trabalho sério, sem vantagem para nenhum jogador e que define as notas de acordo com as estatísticas colhidas durantes os jogos, teve a sua idoneidade colocada a prova. A junta não gostou e formulou protesto junto ao STJB. Na nota divulgada a imprensa, falou-se no número detalhado de passes, chutes, respiros, cervejas, km percorridos e coçadas na cabeça de cada jogador. Um instituto de física , a educação, monitora tudo e repassa aos estudiosos das estatísticas. Não reclame das notas, apenas jogue bola.

Fernando Goycochea Evangelista (5,75 - Veja este e este vídeo para se inspirar)
Ricardo Gago (6 - Brigava, lutava, jogava e errava..)
Paulinho Zola EVangelista (6 - Não foi aproveitado como deveria)
Fellipe Fernandes (5,5 - Depois das últimas exibições, esqueceu tudo)
Cleber Beto Cachaça (6,75 - Talvez o mais lúcido, durante o jogo, dos Bluus)
Paulinho Williams Scarduelli (6,75 - Jogou calmo, tranquilo, zen, curtindo a vitória)
Jorge Baier Jr. (6,24 - Não repetiu a grande atuação do último jogo, mas merecia 10)
Jerônimo Kardec Líbano (6,71 - Também sem grandes dificuldades, mas muito fominha nas substituições)
Daniel Turatto Vicente (6,25 - Deu esporro, fez falta, se matou, mas não ganhou)
Alex Lalas Gruba (6 - Estreia mediana, assim como a nota)
Cleber Mozer Marcelo (6,5 - Sem gol contra, a experiência na zaga)
Banko Fernando Henrique (7,5 - Teve pouco trabalho, não falhou e pegou bem os lances de perigo)
Cleber Pico Bertoncello (6,95 - Apesar do golaço, foi quase sete)
Sérgio Sócrates Negrão (8 - Craque Gelol. Seis gols, referência no ataque e no pós-jogo)
Felipe Marangon Albertoni (6 - Meio perdido, mas depois arrumou um pouco a bagunçada defesa)
Fábio Mancha Lima (6,51 - Acabou o encanto das chuteiras brancas)
Ronaldinho Padilha (6,25 - Posição errada, o time demorou a perceber, rendeu menos do que poderia)
Diego Euller Passos (5,75 - Perdeu um gol feito, mas fez um. Já tá de bom tamanho)

Ficha Técnica

Os Rédis (11)
Banko Henrique; Cleber Mozer Marcelo, Diego Euller Passos, Fábio Madson Lima, Jerônimo Andrezinho, Jorge Baier Jr., Sérgio Sócrates Negrão, Cleber Lahm Bertoncello e Paulinho Williams Scarduelli.

Os Bluus (3)
Fernando Goycochea Evangelista; Daniel Turatto Vicente, Felipe Marangon Albertoni, Ronaldinho Padilha, Alex Lalas Gruba, Cleber Beto Cachaça, Fellipe Fernandes, Paulinho Zola EVangelista e Ricardo Gago.

Cervejas: tinha oito no nome do Jorge
Cachaças: acabando a Ypioca
Comida: nota zero. Faltou o energizante pingo d'ouro
Conta: R$ 60 até às 14h

6 comentários:

Diego Wendhausen Passos disse...

Eu marquei dois gols, precisamos rever uma nota maior, senão meu passe vai ficar desvalorizado.

Anônimo disse...

reparem na foto.
reparem a cabeça do Jorge.

Cleber Beto Cachaça disse...

A pelada lembrou aquele grupo infantil: A Turma do Balão Mágico

Mas o melhor da festa ficou pro final. Intrigas intelectuais rodando em mesa de bar. Hehehe...

Rolou um papo cabeça regado a muita Brahma e Ypyoca.

Mas, deu pra dizer que os Bblluuss foram só ataque

Anônimo disse...

Não foram tannnnnntos gols perdidos assim, pq eu nã tive tantas chances de puxar a bola para o meio e soltar a bomba
"à lá" Fernandes

Abraço,
Fellipe Fernandes

D.V disse...

Fellipe alegra mimha vida.

Jorge Jr. disse...

hahahhahaa

concordo com o Daniel