sexta-feira, outubro 30, 2009

O que falta para o Figueirense conseguir o acesso?


Esse é um post que mexe com quem realmente é Figueirense Futebol Clube. Não é história pra boi dormir, mas algumas constatações do que poderia ter sido feito e o que ainda dá para fazer. Acredite!

Grupo

O Figueirense tenta desde o início do campeonato formar um grupo. Quando parece que formou, que tudo vai dar certo, a coisa desanda. Não falo só de Maicon e Paulo Sérgio, afastados na semana passada. Desde o Pintado, no início do Estadual, não há um grupo no Figueira.

São jogadores, um elenco, mas falta comprometimento um com o outro. Romário não gostava do Edmundo, isso em certo período da carreira, mas jogaram juntos e renderam muito. Edmundo, de novo ele, tinha uma birra com o Michel Bastos. Os dois, junto com os demais do GRUPO, salvaram o Figueirense da Série B em 2005.

Roberto Fernandes tinha formado um grupo, mas um grupo só dele. Uma panela. Alê, Marcelo, Totó e Jairo podem ser considerados desse grupo. Márcio Araújo, por melhor que seja no tratamento pessoal, ainda possui resistências no elenco. Não acredito que o Marcelo - eu gosto do futebol dele, Vinícius Pacheco e Jeovânio estejam 100% com ele.

Clube

Identidade. Eis uma coisa que, vendo de fora, só o Wilson, Jeovânio e Fernandes têm. Por mais que outros sejam atletas da base, que dizem amar o clube, são eles que podem fazer a diferença para se criar um grupo.

Rafael Coelho, Lucas e Edson são crias do Figueira, conhecem tudo no clube, mas ainda falta um algo a mais. Se tivessem 50% do que o Marquinhos dedica ao Avaí, e não estou falando em qualidade técnica, digo de coração, alma, entrega, o rumo do campeonato poderia ser bem mais tranquilo.

Não vejo também um jogador de fora que a torcida identifique. Schwenck poderia ser o Evando alvinegro, mas não é. Não cria polêmica, não conseguiu fazer o torcedor amá-lo ou odiá-lo. É um jogador comum. Tem raça, mas não passa mais do que isso. Tem que ser estrela.

Torcida

Merece elogios por ainda acreditar, pelo menos boa dúzia dela. Mas deve ser criticada, e muito, pelo clima frio e indiferente que cria no estádio. Mais uma vez comparo com o Avaí de 2008. Não deu 10 mil pessoas em jogo com chuva. A maioria só espera jogo "bom" ou fase "boa" para ir. Já foi, e vi várias vezes, mas não é uma massa.

Do nada, até com relação ao escrito acima, lembrei da torcida Águia Cor da Raça. Eles torciam pro time, diferente do que faz a Gaviões Alvinegros e todas as outras torcidas daqui. Somos os maiores, batemos em todo mundo e fechamos o pau. Belo incentivo.

Nunca, e isso é verdade, nessa Série B a torcida, eu digo toda ela, se empenhou para fazer o time subir. São sempre os mesmos apaixonados, loucos, doentes que fazem alguma coisa. Os outros, que são maioria, sentam nas cadeiras e se contentam com o grito mais horroroso dos estádios brasileiros "ôôôô, Figueira êô".

Ganhar

Não ganhou de quem deveria. Foram 22 entre empates e derrotas em casa e fora. Somando aos 51 conquistados até então, sem falar que caso essas vitórias acontecessem o time embalaria e poderia ter outros bons resultados, o Figueirense chegaria aos 73 pontos. Já estaria classificado e com vantagem para ser o campeão da Série B.

Faltam seis jogos, 18 pontos. Ganhando tudo, o que não é impossível, chegaria aos 69. Mas coloca-se pelo menos uma derrota e um empate nessa conta. Dá 13 pontos, chegando aos 64. Torcer contra Ceará e Atlético-GO é obrigação, mas não é o certo.

Mesmo não tendo um grupo, não possuindo uma identificação grande entre jogadores-clube-torcida, é possível acreditar no acesso. Eu acredito. Se perder para o Brasiliense, o que todo alvinegro está temendo no momento, aí sim. Diga adeus e atravesse a rua.

A revolução alvinegra, que começa com muito atraso, começa às 16h10 de sábado, dia 31, e termina dia 28 de novembro, depois do jogo contra o São Caetano fora de casa, assim como o Avaí em 97, com festa no Koxixo's.

Crédito de foto
Foto de Ricardo Duarte

Um comentário:

Felipe disse...

Me permita acrescentar mais um fato.
Rivalidade a parte o fiGAYrense tem é que descer do salto...entrou na série B achando que era um dos "times grandes" que ia cair mas logo retornar após uma reestruturação.
Nenhum time de SC alcançou esse patamar ainda...vocês tem um boa estrtura, uma boa administração, ficaram muitos anos na série A e fazendo algumas boas campanhas mas, para mim, não souberam aceitar que para jogar na segunda divisão tem que ter um time de segunda divisão, e que o nome fiGAYrense ainda não representa quase nada em termos de "peso" quando vai enfrentar outros times.
Igualmente como é o AVAI, que está no caminho certo, se estruturando mas que ano que vem vai iniciar o campeonato novamente com o principal objetivo de CONTINUAR na série A.

Amplexos ;p