domingo, fevereiro 21, 2010

Com muita emoção, JEC conquista o Turno do Catarinense


@oCleberMachado diz que o futebol é fascinante, eu concordo. O título do Turno do Catarinense 2010 estava com nove dedos do Avaí no troféu, mas escapou nos acréscimos, aos 49, numa bomba do Ricardinho. O empate em 1 a 1 deu a vaga na final do Estadual para o JEC do Sérgio Ramirez. Um jogão, jogasso.

O primeiro tempo foi morno, sendo que Lima teve uma chance e Zé Carlos fez uma excelente defesa e o lateral Uendel, na cara do gol, chutou para o goleiro Fabiano desviar para escanteio.

Patric abriu o placar para o Avaí aos 14 do segundo tempo. Ali o título do Leão estava garantido, já que o Joinville dava sinais nítidos de cansaço físico e as entradas de Eduardo e Leandro Costa em nada modificaram o JEC.

O Avaí ficou um pouco mais na defesa, mas abusando, abusando no sentido excessivo de perder contra-ataques. Medina, Caio, Davi (hoje jogou bem) e Robinho não conseguiram matar o jogo para o Leão, e não estava difícil para fazer isso.

O JEC ia no desespero, cruzando bolas rasteiras que a zaga do Leão tirava fácil. Lima e Cris não chegavam nem perto para finalizar, enquanto Rodrigo Thiesen brecava todas as chances do Joinville. No final, mais desesperado e já com três atacantes, o meia Ricardinho acertou o chute que garantiu o título. Foi uma explosão na Arena com jogadores do banco entrando em campo para comemorar e um choro verdadeiro do técnico Sérgio Ramirez.

Prancheta

Do time que armei na Prancheta do Papo FC, errei só a escalação do Chiquinho, já que o Sérgio Ramirez disse que ele estava sem condições físicas e colocou o César Prates. O esquema tático dos dois times também foi o mesmo, errando só na colocação dos zagueiros do Avaí.

O retrospecto negativo do Avaí no Estadual pesou. O time não venceu nenhuma partida fora da Ressacada, assim como fazia antigamento na Série B. Era sair da ponte que o time não ganhava. E não ganhou.

José Acácio da Rocha

Gostei do comando do Zé no primeiro tempo. Não deu aquelas faltas bobas, deixou o jogo seguir e regulou nos cartões amarelos. Também não marcou um pênalti do Emerson Nunes em cima do Lima.

Na segunda etapa, aí sim, o torcedor do Avaí pode reclamar. Amarelou os jogadores do time por qualquer faltinha, não deu a vantagem num lance em que o Robinho iria só ele e os zagueiros no meio-campo, não deu um pênalti no Medina, também nos acréscimos.

A imprensa da Capital e o técnico Péricles Chamusca reclamaram muito do tempo do gol do Joinville. O detalhe - confira no vídeo - é que a bola entra no gol aos 48 minutos e 58 segundos. O Miguel Livramento disse que ele deveria ter acabado aos 48, aí sim ele estaria errando, já que deu quatro minutos de acréscimo.

O gol, pra mim, foi legal. Faltou malandragem ao Avaí, já que ninguém fez cera, se jogou no chão, segurou a bola no ataque ou enfiou um bico pra fora do estádio. Depois do gol do Ricardinho até as bolas sumiram.

Homem do jogo

Patric fez o gol do Avaí e Ricardinho deu o título para o JEC, mas o melhor jogador da partida, o diferencial nos 90 e tantos minutos, foi o volante Rodrigo Thiesen. Soberano. Tirou todas as bolas, marcou com perfeição os meias do Joinville e ainda quase teve a chance de marcar um golaço, mas sofreu falta nas pedaladas.

Rodrigo Thiesen foi o nome mais citado pelo Giovani Martinello durante a narração do jogo. O Avaí não deve bobear e renovar logo o contrato do Thiesen, já que teria vaga para jogar em qualquer time.

Crédito de foto
Foto de Ricardo Duarte

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