sábado, fevereiro 06, 2010

Narrador Esportivo, uma profissão com paixão

Recebi na sexta-feira o email do Célio Machado. Ele faz uma crítica pertinente a um narrador específico, mas a gente percebe, pelo menos eu, que dá para fazer a outros tantos profissionais. Narrar futebol é paixão, seja pelo jogo ou pelo clube.

Veja o que o Célio escreveu:

Olá, bom dia!

Gostaria de saber onde está o profissionalismo dos narradores de hoje em dia. Ontem (quinta-feira) na Guarujá não dava para ouvir o barulhão que foi feito em favor do Figueirense. No ataque do Avaí parecia que estava morrendo na narração, mas do Figueira parece que iria quebrar o estadio.

Fica chato isso. Acho que as duas torcidas, ou que time seja, merecem respeito e ser narrado igual, não puxando o saco, me desculpe a palavra.

Se a pessoa torce pro time não pode demonstrar em respeito a quem está ouvindo. E não é só na Guarujá, na Band tambem foi uma vergonha. Gente, vamos ser proficionais!

Estou falando em nome da turma do Alto Aririu/Palhoça
Abraços a todos.

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Desde que conheci o Luiz Augusto Alano, narrador esportivo da CBN/Diário, aprendi um pouco mais sobre essa profissão. Talvez pela proximidade, mas também por botar talento e emoção, vejo nele um dos poucos narradores com total isenção clubística. Falo com conhecimento também, já que entrevistei-o por uma hora num programa de rádio da Faculdade.

Para quem escreve, e é o meu caso, separar razão e paixão já está tranquilo, mas não é fácil. Para quem fala, que muda a entonação, emoção, é mais complicado ainda. O distanciamento é necessário, e agradável para quem ouve, mas a maioria já conhece quem narra para cada time.

Leia o que escrevi sobre os programas Campo Crítico e Debate Diário.

2 comentários:

Michel Antonio Vieira disse...

Ele quem vai ouvir a CBN pow... Lá os cara pucham o saco da Avaí direto... Tem comentarista que já jogou no avaí.. O outro as vezes tem piti por causa do Avaí... Deixa os cara da Guarujá e da Band... E vai ouvir a CBN

Luiz Augusto Alano disse...

Obrigado pela referência Jorge.

Sua descrição sobre narração esportiva é perfeita. Não trabalhei no clássico e não posso comentar o desempenho dos meus colegas.
Mas é bom lembrar que igual a todos as pessoas erramos,temos dor de garganta, dor de cabeça, problemas particulares e em todas as jornadas o astral, dicção, visão,percepção tem que estar no máximo.

Obrigado e um grande abraço.