segunda-feira, março 01, 2010

Boleiros da Bola - Jogo 38

No quinto jogo de 2010, o ano que ainda não terminou, começamos a escrever de forma digital mais momentos fantásticos do Boleiros da Bola. O título diz ter sido o jogo 38, mas aí só o nosso matemático Felizão Garcia Passos pode nos confirmar.

Diferente de todos os outros textos - leia todos aqui - este não será assinado pelo grande jornaleiro Jorge Jr. Quem assina os escritos abaixo é um autor bastante conhecido, quer dizer, o irmão mais velho é bem mais conhecido que ele, o que até hoje gera conflito nos almoços de domingo.

Venceslau Guarani, irmão mais novo - toma cascudo até hoje - de Stanislaw Ponte Preta. Segue a linha editorial dos textos dos Boleiros, sempre com isenção, sem destacar um jogador específico e nem adjetivar positivamente o atleta destaque.

Em tempo, o bloguista titular deste espaço não compareceu ao jogo. Foi a sua primeira ausência em 38 ou 39 jogos. Motivo: um ano do Fenômeno, o craque da Copa de 2030 em Guiné Bissau.

Jogo quente

Jogo quente, hein ô Batista?

Com os termômetros marcando bem mais e com a sensação térmica de mais ainda, Amarelos e Diabos Vermelhos, que por razões históricas assimilaram muito bem a temperatura infernal, proporcionaram um espetáculo para sádico nenhum botar defeito.

O número de boleiros presentes foi decepcionante. Sem arqueiros de ofício, os onze heróis esquentaram a cabeça para dosar suas energias durante o embate.

De um lado, o senil Paulo Evangelista, já recuperado de uma cutícula mal arrancada, era destaque dos amarelos goiabas e do outro (tudo tem dois lados) o endiabrado Jerônimo Canga Rubim comandava com tridente firme o dantesco quarteto.

O sacrifício

O jogo mal começou e a equipe de Evangelista já mostrava que não iria amarelar, foi pra cima e logo abriu 4 a 1 no placar. Destaque para o golaço do fininho Padilha, exorcizando a má fase que o assombrava há algum tempo. Ele recebeu a bola na entrada da área e com o peito tirou do marcador que apenas assistiu a pintura do voleio no canto do polivalente coordenador, que já cansado, assistia ao jogo como goleiro. Dez minutos após o começo da flagelação coletiva, chega Cleber do Hora que, por ter perdido a hora, não via a hora de jogar. Ele entra para os vermelhos.

A partir daí coisas estranhas e inexplicáveis começaram a acontecer. O exemplo maior foi o do Pedro Formado Rockenbach. Ele que vinha jogando como sempre, tirando gols feitos de sua equipe e protagonizando lances bizarros, nos presenteou com uma pintura de gol de calcanhar, e logo em cima do seu grande desafeto trabalhista Paulo Evangelista. Por conta do revezamento causado pelo número impar de jogadores, diminuía o comprometimento dos atletas com suas equipes. Volta o equilíbrio no placar.

Desavenças, jogadas violentas, traições, pulmões combalidos, tudo isso presenciado pelos familiares que ali compareciam e que a essa altura já mostravam certo desinteresse natural pela partida. Receitas de bolos, garota verão e a afetação psicológica causada pelo sol nos jogadores, eram os assuntos em pauta.

O brilho do craque

Um jogador, que combina a inteligência de um ateniense com o preparo físico de um espartano e a ginga de um baiano, destacou-se entre os presentes. Cleber Ypioca, a meu ver, fez toda a diferença no placar final. Enquanto jogava pelos canarinhos (Bem) ele não soube o que era estar atrás do placar e quando caiu em tentação e foi vestir a camisa brasil dos Diabos Vermelhos (Mau) colocou-os a frente no placar e com uma boa vantagem. Sua precoce saída a oito do final, alegando estafa (normal pra quem jogou muito e tão bem) causou uma certa preocupação aos amantes do futebol arte.

Resultado final

Glóbulos Vermelhos 18 x 17 Amarelos Anêmicos

Equipes em suas formações iniciais:

Iélous Submarine Amarelos

1 Paulinho Cutícula
2 Cleber Ypioca (Gênio)
3 Padilha Slim
4 Pedro Sobrenatural Rock.
5 Andreis Formado Perone

Rédi Dévils Vermelhos

1 Jeronime 666
2 Rafael Mephistófoles
3 Ricardo Sat.
4 Luis Felipe Dem.
5 Scarduelli Cap.

Jogador troca-troca: Cleber Dado Biertoncello
Cervejas: Duas antes e umas seis depois
Ypioca: Uma

2 comentários:

Anônimo disse...

Quem é o autor? Deu até graça praquele jogo enfadonho...

Latrônico disse...

Jamais vi uma análise tão perfeita em relação ao atleta Cleber Ypioca.