domingo, outubro 15, 2017

CEO caô no Figueirense

Nada deveria ser mais importante que o gol de Zé Love, a volta de Jorge Henrique e a vitória por 2 a 1 do Figueirense em cima do Santa Cruz, neste sábado, no Orlando Scarpelli. Nem mais importante que o fato de sair da zona de rebaixamento. Mas não foi assim.

No momento em que ninguém sequer suspeitava de algo, e de forma ainda pouco esclarecida - já que "problemas pessoais" nos levam a imaginar uma gama imensa de opções -, o CEO do Figueirense, Alex Bourgeois, pediu afastamento temporário do cargo. Temporário eterno ou até esses dias aí? O bom repórter Kadu Reis levantou que teria interferência no trabalho da comissão técnica e uma rusga com os outros investidores.

Mas se sabe, e isso ficou muito claro, que o CEO, termo que Alex Bourgeois amava ostentar, gostava, e não era pouco, de ser o linha de frente. De falar para ser ouvido, visto e adorado pelo jeito popular de gerir o clube - eu gosto muito mais desse tipo Bourgeoislesco do que o empregado na gestão do Wilfredo Brillinger, por exemplo.

No momento que o time mostra alguma coisa, precisa ter a casa arrumada para evitar um vexame, o CEO dá esse CAÔ é sai da linha de frente. Em dois meses o Figueira não sofreu uma revolução, mas tem um projeto que tem tudo para dar certo. Vamos ver como o clube, dentro e fora de campo, principalmente, vai reagir.

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