E ele venceu

Em pé: Lique, Rafael, Alano, Carlos, Fernando Evangelista, Cleber, Fellipe e Padilha. Alongando os glúteos: Filho do Rafael, Scarduelli, Jorge Jr, Paulinho Evangelista, Renan e Pedro

Foram dez jogos, dez sábados seguidos, dez horas de futebol para que o gostinho da vitória, aquele gosto que jamais se esquece, voltasse à boca do Maestro Jorge Jr. A vitória, por incrível que pareça, não foi o mais importante. O Futebol, com caixa alta, classudo, brilhante, genial também voltou.

A partida terminou em 8 a 6 para o time Vermelho. Uma vitória ainda mais valorizada pelo futebol apresentado pelo time Azul. Diferença pequena de gols e times equilibrados, a receita perfeita para um jogo de alto nível.

Vale citar


Padilha, vencedor do jogo 9, deu um lindo lençol em Scarduelli com o lado de fora do pé, desses lances raros de acontecer, e finalizou com um belo gol. Parabéns. Cleber, o rei do balãozinho, tentou fazer mais uma vítima, mas Paulinho Evangelista o agarrou feito um fã do Jonas Brothers evitando o complemento da jogada.

Lindo

Dois gols que merecem título, linha de apoio, intertítulo e link para o vídeo. O Maestro Jorge Jr, no seu primeiro gol, tentou meter entre as pernas de Alano, o mesmo fechou-as e a bola voltou para o pé de quem tanto a ama. Drible para a esquerda, foi o primeiro para trás. Padilha, o próximo, veio no ímpeto de roubar-lhe a bola, ledo engano, pés hábeis e velozes escaparam da falta. Chega o marcador, drible para a esquerda, seco, três já foram. Chega o goleiro, grande, chuteiras e meias novas, medo? Toque de categoria com a canhota e corrida para o abraço. Se comparar o gol do Maestro com o do Nilmar que virou quadro, o do Pai do Théo mereceria uma exposição solo no Louvre.

A segunda obra parece mais com os escritos de Machado de Assis. Paulinho Evangelista bateu o escanteio rasteiro, dentro da área, o Maestro se antecipou ao zagueiro e de Letra, com força, colocou no canto do goleiro Fernando Evangelista. A bola explodiu no seu peito (para amenizar o frango) e ele entrou com bola e tudo.

Lamentável


O estado em que os atletas baladeiros se apresentaram para o certame. Todos com menos de 5 horas dormidas e com 150% de álcool no sangue. Um deles, ao entrar na quadra de óculos escuros, deu um pique se achando o novo Kaká. Outro, que chegou em cima do laço, começou a pedir arrego com dois minutos de jogo e, para variar, alegou lesão na coxa, pisão no dedo, para justificar a fraca exibição.

Notas do jogo

Fernando Evangelista (7, não tomou gol bobos, pegou bem as bombas, mas se esquivou no pênalti)
Carlos (5, forçando a amizade na nota)
Scarduelli (5, precisa de doping)
Paulinho Evangelista (6, tá na média)
Jorge Jr. (9, o 10 ainda está por vir)
Cleber (6, jogou com o short do padre pedófilo)
Fellipe (4, abaixo das capacidades etílicas)
Padilha (7, valeu pelo gol e pela movimentação)
Alano (6, faltou ritmo de jogo, mas soltou a voz a noite)
Pedro (6,75, tá quase obedecendo taticamente)
Renan (7, bem no gol e quando foi pra linha)
Lique (6, jogou simples)
Rafael (7, fez o Fernando sonhar com ele. É o de amarelo na foto)
Fábio Lima (6, não foi, não jogou, mas merece nota. Certamente não seria maior que 6)

Ficha Técnica

Time Vermelho (8)

Renan; Paulinho Evangelista, Scarduelli (Carlos), Jorge Jr, Rafael e

Pedro.

Time Azul (6)

Fernando Evangelista; Cleber, Lique, Padilha, Alano e Fellipe

Gols: dois do Maestro
Cervejas: Uma boa dúzia
Ressacados: três
Doses de Ypióca: Três ou mais