O Avaí mais uma vez deixou escapar uma vitória nos acréscimos. Primeiro foi em Joinville, na final do turno. Agora foi no clássico. Repito. O Avaí deixou de ganhar do Figueirense.

O árbitro errou? Errou.

Foi escanteio no último lance? Foi. Porque saiu o escanteio? Alguém sabe? A bola do jogo esteve nos pés de um jogador do Avaí, mas ele não soube aproveitar.

Antes da última cobrança, a bola ficou pipocando na área e sobrou para algum jogador, não reconheci quem era, no lado direito da grande área. Ele poderia ter isolado a bola para o meio campo, mas chutou fraco e a bola parou no Willian. Nisso o Willian tocou pra trás, o lance correu e foi para o escanteio fatídico.

Uma bomba para o alto, fazendo todo mundo sair da área, e o Luiz Orlando de Souza apontava para o centro do gramado, decretando a vitória azurra.

O que faltou


Chamusca não mandou o time bater, mas também não mandou o time segurar o jogo. Nenhum jogador do Avaí sentiu cãimbra e nem precisou de água milagrosa quando o jogo já estava nos 40 minutos. Faltou, mesmo que eu não goste, a catimba.

No lance da bomba no gramado, atitude realizada por bandidos, o Emerson Nunes chegou a cair, mas acabou se levantando e o escanteio foi batido. Tirando os fatos isolados, a história é a mesma do gol do Ricardinho na Arena. Faltou malandragem. O Figueirense aproveitou a última chance e fez.

Colocar a culpa inteira na arbitragem, assim como fez o Chamusca, é tirar o dele da reta. Se o Leonardo tivesse marcado no primeiro tempo e o Rafael no segundo, seria 2 a 1, aí teria uma coletiva normal? Ah, mas o Avaí é perseguido, e blá, blá, blá e teoria da conspiração. Nessa conversa, nesse papo, eu não entro e prefiro nem ouvir.

O jogo

Foi um clássico bom, com boas chances de gol para os dois times. Gostei bastante do Zé Carlos, parece que incorporou o espírito do Avaí. Sávio, enquanto jogou, foi o melhor. Foi digno do apelido Diabo Louro.

No Figueira não gostei do Jeovânio, aliás, ele está devendo há bastante tempo. Não era nem para ter terminado o jogo. O Márcio Goiano deveria tirá-lo para evitar uma expulsão. Roberto Firmino foi bem marcado, mas é uma peça diferente na engregagem alvinegra. Sorte do Eduardo Uram que vai fazer uma boa grana com ele.

O 1 a 1 foi justo
. O Ressacada On Fire ficou bonito, a torcida do Figueirense também fez uma grande festa, mas o público, pro clássico, foi pouco. 9 mil e tantos. O horário, terrível, e o trânsito, pior ainda, sem falar no preço do ingresso, contribuiram pra isso.

E nessa empate, que vai render uma boa polêmica por causa da súmula, o Avaí precisa tirar uma única lição. O jogo só termina quando o juiz apita. Ou vai ficar doente com a síndrome dos acréscimos.

Crédito de foto
Foto de Carlos Amorim