Lembra? Hoje faz um ano que o Figueirense não entrou em campo contra o Cuiabá e perdeu por WO. O ato histórico no esporte não será esquecido, tanto por alvinegros como por avaianos. A hashtag #WODay já apareceu uma boa quantidade de vezes na minha timeline do Twitter.

Voltando à pergunta, onde você estava? Eu estava na redação do jornal Hora, no Morro da Cruz, e desde a tarde trocava mensagens com o Kadu Reis, único repórter da imprensa no local, e que conseguiu falar com Antônio Lopes e tinha todo o bastidor da decisão.

A expectativa minha era o que fazer na capa do jornal. Batalhamos por foto, tentamos descobrir agências e pessoas lá que pudessem garantir isso, mas a fase do Cuiabá e o peso que tinha enfrentar o Figueirense não mobilizou a imprensa local. Fomos de frame e fotos de um repórter do GE que estava lá de folga. Foi o que deu.

No dia eu tinha certeza que os jogadores fizeram a coisa certa, o que acredito até hoje, mas não imaginava que a repercussão fosse tão longe. Guardiola falou sobre o Figueirense e o WO.

Há quem discorde, mas o WO se tornou necessário para o clube voltar a seguir um caminho menos tortuoso. Cláudio Honigman blefou com os jogadores e tudo, que já era péssimo, ficou insustentável. Ele caiu, o Figueira não caiu e tenta se reerguer, ainda cambaleando, em 2020. 

Tavas onde naquele dia, ô?

Bônus

Meus companheiros Dani, Guto e Kadu entrevistaram o Zé Antônio, capitão do Figueirense no WO. Ouça abaixo essa resenha.